2007/09/06

Será possível não o amar?

(Ainda a propósito de misteriosas coincidências, que é onde a vida triunfa sobre a literatura.)

Sérgio contou-me esta tarde (...) uma ocorrência curiosa. Há alguns anos um dos seus melhores amigos caiu doente e morreu, confirmando a sombria previsão de uma cartomante. Era (como eu) um sujeito que gostava de lagartos. Cuidava de vários, em casa, e falava com eles. Sempre alegre, bem-disposto, enviava cartas e postais aos amigos, assinando simplesmente «Eu». Poucos dias após o funeral, Sérgio foi a uma pequena praia, que costumavam frequentar juntos (...) Avançou triste, cabisbaixo, pensando no amigo, e no quanto sentia a falta dele, quando, subitamente, um lagarto surgiu a correr, ao longo do muro, levando-o a erguer os olhos. Só então reparou numa frase recentemente pichada: «Sempre presente!»
Assinado: «Eu».

Não é meu. É do excelso senhor José Eduardo Agualusa. É daqui:




1 comentários:

Rita disse...

Pus-te lá uma coisa na lista.